O frete tem estações. Fertilizantes aquecem em agosto e setembro, a soja de janeiro a abril, o milho safrinha de junho a setembro, o café de maio a setembro e a cana de abril a novembro. Planejar a cotação antes de cada pico evita pagar mais e esperar caminhão.
Janeiro a abril: soja
A colheita da soja domina o início do ano. Muito graneleiro vai para armazéns, cooperativas e portos.
Abril a novembro: cana
A moagem do Centro-Sul concentra caminhões de insumos, peças e produtos do setor sucroalcooleiro.
Maio a setembro: café
A colheita do café traz carga em sacas e big bags, com forte necessidade de carroceria fechada.
Junho a setembro: milho segunda safra
O milho safrinha mantém o graneleiro ocupado no inverno. Em São Paulo costuma ser uma das últimas colheitas a fechar.
Agosto e setembro: fertilizantes
As entregas de adubo atingem o pico antes do plantio. O calcário e o gesso seguem o mesmo calendário, antes do plantio da soja.
Como se planejar
Peça a cotação com antecedência, informe janela de coleta e, se a operação for recorrente, considere o contrato dedicado. Veja os artigos por tipo de carga para o detalhe de cada cultura.
Perguntas frequentes
Quando o frete costuma ficar mais caro?
Nos picos de cada safra, quando a procura por caminhões supera a oferta.
Dá para fugir da alta sazonal?
Antecipando a cotação e usando contrato para a base da operação.
O calendário é igual em todo o Brasil?
Não. Cada região tem seu ritmo; os períodos aqui são referência para o interior paulista e corredores do agro.

